Bendigo ao Senhor por esta permissão de escrever mais uma postagem.
Dessa vez desejo falar daquilo ou daquele que é mais difícil de se falar: eu mesmo. Sempre vejo pessoas mostrando que são capazes, que tem amplo conhecimento e vasta formação pessoal para discorrer daquilo que pensam e seguem, porém os mesmos não costumam impregnar suas experiências em suas explanações. Tirando um balanço anual, encerro esse ano positivamente em todos os aspectos, pois naqueles em que não obtive êxito, também não tive prejuízo.
Quero falar aqui de uma experiência que surgiu a partir de olhares. Por vezes eu a via passar por entre os olhos e sempre algo que muito notório me atraia naquele jeito forte e impressionante de ser, porém por questões óbvias me mantive no canto passivo. Notei que algo, que era simples e visual, começou a florecer e levar minha mente para bem longe dos lugares que em regra eu ia e, por razões diversas, começei a ver quãos grandes são as virtudes que Deus concede àqueles que Ele ama, arquitetando coisas fantásticas no plano mental. Nesse íntere, com esforços humanos fui deixando minhas impressões espalhadas e, através de atitudes concretas, tentava convencer a mim mesmo da força daquele sentimento que roia em meu coração. Cara, era tudo lindo. Eu maquinava todo o plano, pensando e repensando acerca do mais proveitoso, sem contar que fazia o impossível para expandir aquilo que Deus chamou de amizade e, por mais que lutasse, minha mente ancorava sempre em algo nobre, sempre em algo que me fazia sentir-se completo. Eu corria contra o tempo e prometia para mim mesmo que não me venceria pelo cansaço. Subi, dia a dia, a escadinha e descia, colocando sempre um termômetro para confirmar se a temperatura ainda estava alta. Infelizmente era grave, era febre reumática. Hora ela ia embora e eu ficava me corroendo, outrora ela voltava e eu ficava ancioso, inquieto, sempre com alta temperatura. Dentro desse meio tempo notei que aquilo que parecia ser doentil, cego, louco, tornou-se um tanto quanto compatível com minha vida. Pude reassumir o controle da situação e de repente era capaz até de fazer críticas: "Qual meu plano?"; "Por que não dará certo?"; "Eu gosto disso?"; "Eu pretendo isso?". Foi impressionante acompanhar todo esse período de expectativa e principalmente convencer a mim mesmo daquilo que eu queria e eu desejava, se aquilo pelo que eu lutava era algo permanente ou apenas uma "futilidade". A partir dessa análise, pude perceber, então, o quanto aquele pequeno sentimento, formado de admiração e respeito, havia se alastrado para locais em que nem mesmo eu dava conta. Por minutos, que somados chegaram a horas, perdi o foco, a lente, a razão, deixando apenas aquilo gritar, explodir e, para minha maior surpresa, sempre havia um grande "KABUM", desta feita, provando pra mim mesmo o que eu suspeitava, como que uma voz subcosciente sussurando: É mais do que imaginas.
De repente, percebi que, mesmo sem nenhuma experiência física, nem tampouco contraprestação externa, havia firmado em mim algo especial, algo nobre, algo Santo, que não foi fruto de devaneios, ilusões, imaginações ou coisas altivas à vontade de Deus, percebi que como homem, eu estava amando.
Nossa, nossa, a cada instante, a cada olhar, a cada conversa comprovava a realidade de que aquele que não tem amor dentro de si, é incapaz de enxergar um futuro feliz, percebia que a minha vida, provavelmente, não teve sentido enquanto não conheci o amor.
Hoje, concluo que tudo valeu a pena, pois descobri em mim algo que há muito não enxergava, algo que outros disseram que nunca fui detentor. Percebi que sou imagem e semelhança de alguém que é o amor e, por esse fato, é mais que correto que eu me permita amar. É mais que justo que nos permitamos que esse plus cresça em nós, tornando-nos diferentes do que nos é repassado.
Destarte, era tudo brilhante, era tudo perfeito, de tal maneira que, em minha mente, o êxito era certo, o êxito era algo tangível. Entretanto, para maior Glória de Deus, percebi que é Deus quem tem a vontade suprema e a Ele pertence o céus e a terra; portanto, "que não se faça a minha vontade, mas a tua Senhor", como eu e essa pessoa mesmo diziamos na última SEXTA FEIRA (23.12), "aceito tudo, contanto que a sua vontade se cumpra em mim e em todas as tuas criaturas".
Testemunho que tenho uma longa história com essa palavra: amor. Inicialmente, apareceu na forma de um pai que acolhe o filho, depois deste provar de tudo que o mundo tem para oferecer. De tanto insistir nesse amor, provei dele, porém de maneira mais fraternal, de forma um tanto quanto preenchedora e perigosa, haja vista que se não tiver cuidado posso cegar. Experimentei, ainda, de um amor coercito, imperioso, zeloso, ciumento que vela pela vida de quem ama; até chegar no educativo, aquele que corrige, que manda fazer de novo, que põe para fazer novamente os testes e que, sem medo algum, repreende agora para não ver errar mais na frente. Certamente, sonho com o encontro do amor que há de me fazer sentir mais do que eu posso imaginar.
Provei do amor de várias maneiras, sentindo que o único ao qual sou incapaz de cobrar algo é desse Deus que me provou seu amor. Digo, sem medo, que inexiste motivo para eu ter medo do amor ou mesmo me fechar para ele. Com toda certeza hei de lutar bravamente para alcançar e manter as 3 formas do amor: filius, agape e eros, e inobstante o que digam ou pensem acerca da possibilidade dessa utopia concretizar-se em minha vida, eu digo: "EU CREIO NO DEUS DO! IMPOSSÍVEL! EU CREIO NO DEUS DO IMPOSSÍVEL! EU CREIO NO DEUS DO IMPOSSÍVEL", fazendo questão de repitir três vezes para Glorificar cada uma das três pessoas da Santíssima Trindade, não exaltando que tenho uma fé maior que a de todos, mas apenas colocando minha esperança nAquele (S) que tudo pode!
Amém!

Um comentário:
"Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele" (I São João 2,5)
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