sábado, 5 de maio de 2012

Amor de Deus

Impossível falar em 'Fé e Conversão' sem passar por um tema simples e cotidiano, porém tão esquecido e banalizado: o AMOR DE DEUS.

Talvez muitos desistirão de ler essa postagem por saber que ela trata-se de algo tão falado e tão 'gritado' pelas ruas e esquinas, de modo que algo tão fortalecedor como "JESUS TE AMA" tornou-se 'vírgula' graças a falsas ideologias vividas e apregoadas por alguns que não tem sequer vontade de repassar.

Algumas perguntas pertinentes: 
- O que é o AMOR? Quem é Deus? Que tipo de amor tenho vivido? Humano? Carnal? Divino? Eu amo? Eu me amo? Eu amo meus irmãos?

Inicialmente, a história de AMOR de Deus para conosco, surge antes mesmo de Jesus, inicia-se com as primeiras manifestações de amor de Deus para com o povo de Israel. Tal história pode ser comprovada pela simples leitura do Pentateuco, especialmente, o Livro do Êxodo, no qual Deus liberta o povo de Israel das mãos de um Faraó (que os explorava a fim de manter o seu Poder). Enfim, falar do amor de Deus é meditar a VERDADE de Deus em nossa vida.
Pare um instante e medite as pequenas coisas que Deus tem feito em seu favor...
Impressionante ver a forma com a qual a Igreja e a própria Bíblia (fruto da compilação e estruturação de monges católicos), vamos conferir o Parágrafo nº 219 e ss. do Catecismo Católico:

DEUS É AMOR
218. No decorrer da sua história, Israel pôde descobrir que Deus só tinha uma razão para Se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser o seu povo: o seu amor gratuito (19). E Israel compreendeu, graças aos seus profetas, que foi também por amor que Deus não deixou de o salvar (20) e de lhe perdoar a sua infidelidade e os seus pecados (21).219. O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho(22). Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos (23). Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem-amada (24); este amor vencerá mesmo as piores infidelidades (25); e chegará ao mais precioso de todos os dons: «Deus amou de tal maneira o mundo, que lhe entregou o seu Filho Único» (Jo 3, 16).220. O amor de Deus é «eterno» (Is 54, 8): «Ainda que as montanhas se desloquem e vacilem as colinas, o meu amor não te abandonará» (Is 54, 10). «Amei-te com amor eterno: por isso, guardei o meu favor para contigo» (Jr 31, 3).221. São João irá ainda mais longe, ao afirmar: «Deus é Amor» (1 Jo 4, 8, 16): a própria essência de Deus é Amor. Ao enviar, na plenitude dos tempos, o seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela o seu segredo mais íntimo ": Ele próprio é eternamente permuta de amor: Pai, Filho e Espírito Santo; e destinou-nos a tomar parte nessa comunhão.

Falar em amor é, como o próprio João narra, é falar em Deus, é falar em doação, em renúncia, em batismo no Espírito Santo, em fidelidade, em escuta, em JESUS. São João mesmo nos exorta sobre a forma que devemos viver esse amor:  "Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade." (Cf. I JO 3, 18).
Talvez você e eu tenhamos amado, tenhamos ouvido palavras belas e ilusórias, porém viver no amor e na fé, poucos tivemos essa ousadia. Que é amor é esse que tem aparecido em nossas vidas para nos roubar o melhor? Que amor é esse que só aproveita-se de nossos dons e talentos? Que amor é esse que tira nossa integridade e nossa identidade?
Nós temos visto várias formas de 'amor' sendo repassadas em meios de comunicação, em locais dos mais diversos, porém será que isso realmente tem sido amor?
O amor de Deus é esse que surge para reparar nossos erros. Esses dias eu meditava: "Nada que fiz, faça ou venha a fazer, seja de bom ou de ruim, vai aumentar ou diminuir o amor de Deus por mim!". Não há um termômetro para o amor de Deus, nem tampouco nenhuma forma conhecida de saber quanto amor Deus tem por nós, uma vez que não poupou seu próprio filho, mas o deu em expiação de nossos pecados.
Assim, inexiste motivo para que duvidemos da FIDELIDADE de DEUS para conosco, pois "...ainda que sejamos infiéis, Deus permanece fiel" e não pode desdizer-se.
Através da ação do Espírito Santo, reconhecemos que Deus age em nossa vida, Ele nos revela quem é e onde está Deus. O Espírito dá testemunho  da VERDADE e supre as lacunas que, por ventura, ainda existam em nosso coração.

Se nós não temos tido amor em nosso coração, é porque ainda não encontramos Deus em nossa vida. E se nós já encontramos Deus e não conseguimos nos desapegar das paixões carnais, é porque ainda não o amamos da forma que Ele nos ama. Pois Deus nos amou tanto que desapegou-se do amor pelo seu próprio Filho, a ponto de dar-Lhe como missão o maior SACRIFÍCIO: o da VIDA!
O que muito me fascina em Jesus é a sua constância e seu equilíbrio, pois Ele sabia qual sua missão, mas desempenhava prudentemente dia após dia suas atividades, de modo que não percebiam que Ele mesmo se degladiava e angustiava por saber que a sua hora se aproximava.

Acredite, " (...) não há amor maior do que Aquele que dá sua vida pelos seus amigos."
Se você tem sido amado(a), mas esse amor não tem coragem de dar a vida por ti, talvez isso não seja amor, seja interesse ou ilusão!

sábado, 28 de abril de 2012

De volta ao marco ZERO!

Que a graça do Cristo Ressuscitado esteja conosco neste ambiente virtual.

De volta ao marco  ZERO
Remeto-me ao marco zero de nossa vida terrena, àquele que por tantas vezes passa por desapercebido, indiferente, ineficaz e ultrapassado, remeto-me à FAMÍLIA. É necessário partir do ponto que a  FAMÍLIA é o local onde nós nascemos, crescemos, temos as primeiras noções de mundo e saímos dela para constituirmos a nossa própria, de acordo com as experiência apreendidas no decurso da vida.

Primeiro marco importante a ser lembrado: - Quem é minha família? A resposta imediata será: MEUS PAIS. Pois bem, lembrando que somos fruto da união do amor de nossos pais (noção cristã) e, consequentemente, fruto da união do material genético dos mesmos (noção biológica), é imprescindível registrar o valor que deve ser dado à nossa  FAMÍLIA., este é o maior PROJETO DE DEUS!

Note-se que, pelo decurso de tempo e amontoamento de atividades, nossa  FAMÍLIA acaba sendo colocada em segundo plano. Pela proximidade e contato diário que temos com nossos familiares mais próximos, esquecemos que, se não fosse por cada um deles, nós nem mesmo teríamos vida. Esses dias, em orientação pessoal, um grande amigo me recordava a importância de "VOLTAR AO MARCO ZERO", ou seja, de relembrar-me o valor que meus pais e demais familiares possuem em minha vida. Isso eu faço questão de partilhar, dizia ele:

- Um avião pode sobrevoar o mundo inteiro, se, porém, não possui uma ponto de saída e um ponto de chegada seguro, o que será dele? Nós somos do mesmo jeito!

Relembrei-me de tanta coisa, parecia que as cenas de indiferença passavam em minha mente e eu recobrava a fé. Tantas vezes queremos e falamos apenas em AMOR como solução UNIVERSAL (e é a solução), porém esquecemo-nos de que o amor é fruto da , a qual, após ser 'com-pro-va-da' (provar + com-provar), gerará a esperança e esta não engana, ela nos leva diretamente ao amor (Cf. Rm. 5, 1-5).

Nada vale mais a pena que reconciliar-se com a  FAMÍLIA, ela é nossa certeza. Falo isso não por estivesse em 'pé-de-guerra' com meus familiares, mas sim porque, pela acumulação de atividades (pessoais, acadêmicas, profissionais, cristãs, etc), eu obrigava-os (tacitamente) a me aceitarem, não retribuindo com docura e humildade o sacrifício que eles diariamente ofertam pela minha vida. Naquela ocasião aprendia, com os olhos cheios de lágrimas, que não é apontando o erro daqueles que eu amo que eu os santificarei, mas sim os amando, não apenas com palavras, mas com ATOS condizentes com a fé que eu prego.


Certamente, pelas diferenças individuais e problemas, nossa casa até se assemelhe ao que consta no seriado, mas Jesus é a solução para nossa FAMÍLIA, se ela tem passado por conturbações, é porque tem faltado DEUS em nosso lar. A partir daquela tarde, entendi que a verdade e o amor devem ser compreendidos e plantados dentro de nós e se não temos predisposição ao amor, infelizmente, somos fadados à ruína.

Já procurou seu porto seguro hoje? Lembre-se que seu porto seguro pode até ser encontrado ao lado de um(a) namorado(a), companheiro(a), comparsa, enfim, mas sempre haverá um espaço que só sua  FAMÍLIA suprirá!

Pode-se dizer: "VOCÊ NEM CONHECE MEUS PAIS/FAMILIARES, ELES SÃO..."; nessa ocasião eu sou obrigado a lembrar que os maiores testemunhos de amor pela  FAMÍLIA eu vi e vejo naqueles que são renegados, esquecidos pelos genitores. Sejamos diferentes, tenhamos a certeza que nenhum dos que nos maltratam tiveram/tem a experiência e a mentalidade que nós temos, por isso temos o dever de mostrar que o mal se paga com o bem e, com certeza, O DESAMOR SE PAGA COM O AMOR...

Oremos sem cessar pela nossa FAMÍLIA, sem ela seríamos um grande, completo e ecoante NADA! E cada vez que recordarmos que nossa FAMÍLIA é imperfeita, recordemos da VERDADEIRA FAMÍLIA, a SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Confessar-se, como e por quê?

Bendito e louvado seja o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

A presente postagem dá-se em proveito do Tempo de Quaresma, o qual estamos vivendo (enquanto Igreja Católica), abordando um tema um indispensável para nossa Santificação, qual seja, O SACRAMENTO DA CONFISSÃO.
Um grande sábio da Igreja já dizia: "SABE PORQUE OS CONSULTÓRIOS PSIQUIÁTRICOS ESTÃO SEMPRE LOTADOS?"
Resposta:  
"PORQUE OS CONFISSIONÁRIOS ESTÃO VAZIOS" (Beato João Paulo II)
Inicialmente gostaria de fazer uma abordagem bíblica da origem deste Sacramento. Narra o Livro do Gênesis que Abraão foi constituído Sacerdote e muitas pessoas iam até ele confessar PUBLICAMENTE suas faltas, oferecendo, entre outras coisas, sangue de animais para reparar o "dano" causado (cf. Pr. 28,13; Lv. 5,5; Nm. 5,7), ou seja, no Antigo Testamento é notório que as culpas eram perdoadas em confissão comunitária e aquele (a) que desejava absolvição tinha que acusar seus pecados na frente de todos.
Note-se, ainda, que João Batista, conforme narrativa de Mt. 3,3, reunia as pessoas às margens do rio Jordão, a fim de que eles confessassem seus pecados para receber o batismo. Assim, compreende-se que o Sacramento da Confissão é anterior ao próprio Cristo e também à Igreja.

- Pergunta: O QUE É CONFISSÃO?

O Catecismo ensina que a Confissão é dota de atos ( cf. §1491), são eles: a) exame de consciência; b) contrição/arrependimento; e c) declaração dos pecados ao sacerdote. Assim, nós, reconcilia-mo-nos com Deus e com a Igreja por meio da absolvição deixada por Jesus aos apóstolos (cf. Jo. 20,23), ou seja, aqueles a quem Ele deu autoridade (Leia os §§ 1455-1456).
Dizer: "Eu não me confesso com os padres porque eles são pecadores!"; é o mesmo que dizer: "Eu não vou me consultar com um médico porque ele também pode ficar doente!"
A título de exemplo, tivemos o Beato João Paulo II (já citado) que se confessava uma vez por mês. Pensemos: "Se o Papa se confessava uma vez por mês, avalie eu?"


Muitas religiões questionam esse Sacramento, porém a Igreja o perpetua, resgatando-o através de Jesus. Antes, doava-se sangue de animais, hoje, como sacrifício, tem-se o sangue do Filho de Deus... Do próprio Cristo que padeceu por nossos pecados. Para nós, Católicos, é dever confessar-se, ao menos uma vez por ano, preferencialmente, no tempo da Quaresma, fazendo que celebremos dignamente a Páscoa do Senhor.
Não se questiona que o arrependimento sincero, cumulado com o desejo de não mais pecar e a satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias para obter o perdão. O mesmo vale hoje para os que DESCONHECEM JESUS e seu Evangelho; para os que não têm nenhuma nenhuma oportunidade de se confessar, ou seja, as exceções. Certamente, é mister para todo cristão ser mais humildade e acreditar na veracidade e obrigatoriedade das palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais Ele instituiu o sacramento da reconciliação, abrindo as portas para o encontro com Deus e reencontro com os irmãos e a Igreja.

Ouvi um testemunho ontem de um homem que só tinha se confessado para se casar e, de repente, após anos de casamento descobriu que tinha cancer na próstata. Então ele foi a um Ministro de Pregação, para que ele orasse pela enfermidade. Daí o pregador perguntou qual a última vez que ele tinha se confessado, tendo como resposta que só tinha se confessado no casamentou (25 / 30 anos atrás), motivo pelo qual o mesmo fora orientado a confessar-se, porém ele se negou. Na mesma noite teve um sonho com "El Capieta" que vinha buscá-lo para ...(você sabe onde). Ele acordou assustado e no dia seguinte correu à Igreja para confessar-se. Depois do feito ao chegar lá o pregador disse: "Sua doença foi vencida!"... Dias depois ele voltou com exames que comprovavam a cura.

Eu não duvido que o sacramento da reconciliação tenha esse poder, pois o Apóstolo Paulo disse que "... por causa deles (nossos pecados) é que temos tantos enfermos, coxos e paralíticos"; fazendo que inexista motivo para eu não acreditar na eficácia do perdão concedido pelos sacerdotes em nome de Jesus e da Igreja.

Concluindo... convido você a fazer um bom exame de consciência, buscar um Sacerdote e declarar a ele seus pecados e acreditar na absolvição que Jesus, por meio dele, opera em ti! Acredite, Deus é contigo! Nada melhor que provar desta misericórdia infinita do Senhor.

Abraço Fraterno, Elvis B.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Caminho: escolha ou adesão?

Paz e fogo, diletos leitores! Louvado seja o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre...
Dentre os maiores questionamentos da minha vida, passava em minha mente a dúvida acerca do melhor caminho a ser seguido. Acredito que essa é a dúvida que traspassa o psicológico de todos os jovens, a incerteza sobre o futuro (pessoal, profissional, afetivo, econômico e social). Durante a maior parte da vida, acreditei que tudo é como deveria ser e, a mim, competia (tão somente) ser expectador desta ciranda mundial a minha volta.
Muitas decisões foram em minha vida foram tomadas sem escolha, ou seja, por adesão (Imagine em sua vida situações em que você simplesmente aceitou algo), seja por amigos, pela mídia ou pela minha burrice (dureza). Me recordo muito de algo que Pe. Fábio de Melo sempre diz: "Eu não era dono de mim!". Talvez, nos caminhos tortuosos por onde andei não tive oportunidade nem exemplo do que é SER DIFERENTE.

Com minha dureza e orgulho, eu tinha/tenho dificuldade ou vergonha de reconhecer meu erro. Dificuldade de reconhecer minhas faltas, não apenas no sentido religioso, mas em todos os sentidos percebo essa dificuldade. Note que falo isso não apenas por mim, mas por nós (humanos) que temos vergonha de assumir nossos erros, temos VERGONHA de chegar diante de outrem e dizer: "EU ERREI!". Acompanho alguns crimes em salas de audiência e, por óbvio, não passa de 10 % o número de criminosos que assume o crime, ainda que tudo indique  a seu desfavor, eles insistem em dizer: "NÃO FUI EU" (negando a autoria); ou mesmo se averbando inocentes ou que cometeram os fatos por motivos X ou Y.
Desta comparação simples, comecei a perceber que é algo intrínseco a natureza humana, esconder em si as faltas por medo, vergonha (sei lá!);  mas é mais difícil assumir o erro que justificá-lo. Entenda que, com essa noção, pretendo chegar a uma conclusão ainda maior.
Averigue, então, nossa dificuldade de reconhecer perante nossos PAIS, nossos erros, em detrimento das ações deles? - Nossa. É quase impossível nós dizermos que erramos, no máximo fazemos silêncio e saímos com raiva (TÔ MENTINDO?).
Se na relação horizontal (homem-homem) temos dificuldade de reconhecer erros, faltas, transgressões, crimes, AVALIE nas relações VERTICAIS (homem-Ser Superior). Pois bem, eu percebi o quanto tinha me tornado árido, seco e AUTO SUFICIENTE. Consegui averiguar que, dentro de mim, existe essa tendência que nunca me ajuda a dizer: "Tu és Grande, és maior que eu! Eu reconheço que aos teus olhos fiz o que é mau!"

Tal conclusão fora obtida através do Sacramento da Confissão (estudo e prática), e, partir dela, senti-me disposto a compartilhar essa descoberta, a fim de que outros percebam que tais coisas são normais, contudo não devem permanecer em nós! Uma coisa é errar, outra bem pior é perceber o erro e permanecer nele!

Abraço Fraterno. Elvis Barbosa!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

História da Igreja Mãe

Bendito seja o nome do Senhor Jesus Cristo, esposo fiel da Igreja e que me mandou propagar essa efusão grandiosa do Espírito.

Para maior Glória de Deus, foi criada uma instituição que perdurou séculos, intervindo na maior parte da história, influindo DIRETAMENTE na atual sociedade. Se ainda não percebestes de qual instituição estou falando, eu digo abertamente: Igreja Católica Apostólica Romana. Logo, na presente postagem, pretendo falar desta imensa, única e Santa instituição criada pelo próprio Jesus.


Antes de mais nada, gosto de recordar que a Igreja foi um sonho arquitetado pelo Deus Criador (entende?), Ele deixou-se conhecer e cada vez mais desejava dar-nos participar da Sua Divindade. Por eras, séculos, manifestou-se através dos profetas que, desde o antigo testamento, faziam questões de agrupar os fiéis, constituindo-os como povo de Deus. De tal sorte, o próprio Deus fez aliança com o povo de Israel, prometendo-lhe liberdade do jugo. Tal promessa veio concretizar-se em Cristo Jesus.


Com efeito, a Igreja foi criada a partir da pregação de Jesus e, por Ele mesmo fora constituída como Aquela que terá força até mesmo sobre as portas do Inferno não prevalecerão sobre Ela, ou seja, o próprio Jesus profetizou que nenhum força, senão a Divina, haverá que interferir nos rumos desta Igreja. 

Acho ainda mais encantador o fato do Catecismo afirmar que a nossa Igreja antes de ser Petrina (S. Pedro), foi Mariana, ou seja, Maria quem aceitou o plano do Senhor, permitindo que seu ventre gerasse o Filho do Homem. Assim sendo, por ser Mãe de Jesus e da Igreja, por que não chamá-la de nossa Mãe também?

É comum ouvir que a Igreja nasce com o sangue e a água que jorram das chagas do Senhor, haja vista que aquele é o momento da Revolução, aquele foi o momento em que, de fato, tudo se consumou. Ressalte-se que, originalmente, o próprio Cristo quem deu a Pedro a missão continuar o trabalho por Ele iniciado, afirmando que sobre o próprio Pedro seria construída a Igreja (Cf. Mt. 16,18). Ato contínuo, por volta do ano 30, houve o Pentecoste, ocasião em que Maria, Pedro e os Apóstolos receberam o Batismo do Espírito Santo, empós o que puderam então sair para dar continuidade ao anúncio Evangélico.


Em Pentecostes, "a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação" (Ad Gentes, n. 4). Esta assembléia inicial, esta kahal, ekklesia, igreja, é o princípio. Recebida a ação do Paráclito, manifestando, então, o prodígio das línguas, Pedro dirigiu-se à multidão reunida na praça e fez uma memorável pregação. Muitos se converteram, especialmente judeus vindos da Diáspora. Estes levaram a Boa Nova aos seus locais de origem, o que provocou o surgimento, bem cedo, de comunidades cristãs em Damasco, Antioquia, Alexandria e mesmo em Roma. Alguns helenistas, no entanto, permaneceram em Jerusalém. Para cuidar de suas necessidades materiais, os apóstolos escolheram sete diáconos.
Filipe, um dos sete, evangelizou em Samaria (foi lá que Simão, o Mago, ofereceu dinheiro aos apóstolos Pedro e João em troca do Espírito Santo, donde o termo simonia - tráfico de coisas sagradas e de bens espirituais) e anunciou à Boa Nova a um etíope, funcionário da casa real de Candace. Estevão era o diácono que mais se destacava. Por sua pregação incisiva, é detido pelas autoridades judaicas, julgado e apedrejado como blasfemador. Torna-se o primeiro mártir da História da Igreja. Enquanto é assassinado, perdoa os seus perseguidores e entrega, confiante, a sua vida nas mãos de Jesus. O manto de Estevão foi deixado aos pés de um jovem admirador do ideal farisaico chamado Saulo.
Então, a partir da conversão de Saulo e sua consequente união a Jesus e aos apóstolos, a pregação expandiu-se, indo cada vez a locais mais distantes.
É sabido que a manifestação da fé em Jesus Cristo era proibida, ou seja, era difícil encontrar 'loucos' que assumissem ser cristãos. Se era difícil manifestar uma fé cristã, avalie construir um templo cristão?
Pois bem, nos idos do ano 200 D.C. é que começaram a surgir as primeiras Igrejas (Templos), as quais, segundo o Código Canônico, são tidas como "um edifício sagrado dedicado ao culto divino, principalmente para que possa ser usado por todos os fiéis para o exercício público do culto", ou seja, não é um lugar qualquer récem alugado, como vemos por aí a fora. 
Cumpre regsitrar que no mesmo local em que Pedro foi supliciado, foi construído o mais importante monumento Católico: A Basílica de São Pedro, hoje inserta no Estado do Vaticano.



É imprescindível destacar que nossa história foi feita com o sangue de homens, a começar por Cristo, que não se omitiram em fazer o necessário para levantar a Salvação adiante e, acima de tudo, defender sua Fé! Se fosse falar aqui faria uma postagem gigantesca, a qual abarcaria as construções, monumentos, decretos, livros, Código Canônico, os Papas, a Confecção da Bíblia etc.


Uma coisa eu afirmo, não vale a pena abandonar Aquela que tem um arcabouço bimilenar para aderir à falsas doutrinas que, sem dúvida, surgem por estrita desobediência.

Por fim, desejo deixar consignados os atributos da Igreja: Católica, Apostólica, Santa e Una.

Inicialmente, a Igreja é Católica, termo que "significa 'universal' no sentido de 'segundo a totalidade' ou 'segundo a integralidade'. A Igreja é católica em duplo sentido. É católica porque Cristo está presente. (...)Ela é católica porque é enviada em missão por Cristo à universalidade do gênero humano" (Cf. §§ 830-831). A Igreja é apostólica por ser fundada sobre os apóstolos, e isto é em um tríplice sentido: a) foi e continua sendo construída sobre o fundamento dos apóstolos; b) ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito que nela habita, o ensinamento, o depósito preciso, as palavras ouvidas da boca dos apóstolos; e c) ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos, até a volta de Cristo.A Igreja é indefectivelmente santa, sem mancha e sem ruga, porque o próprio Deus nela habita, santificando-a por sua presença. Cristo (Filho de Deus) que com o Pai e o Espírito Santo é proclamado o "único Santo", amou a Igreja como sua esposa. Por ela se entregou com o fim de Santificá-la. Uniu-se a si como seu corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo, para a Glória de Deus. (§ 823). O pecado dos fiéis não lhe pertence. Só em sentido derivado e indireto se pode falar de "Igreja pecadora". A Igreja é UNA por sua fonte: "Deste mistério o modelo supremo e o princípio é a unidade de um só Deus na Trindade de pessoas, Pai e Filho no Espírito Santo. A Igreja é UNA por seu fundador: "Pois o próprio Filho encarnado, príncipe da paz, por sua cruz reconciliou todos os homens com Deus, reestabelecendo a união de todos em um só povo, em um só corpo".

Amado (a), isso é tradição, esta é a IGREJA. Em todas as Igrejas Católicas do mundo, hoje (agora), onde quer que haja uma Celebração ela está interligada à esta Instituição sagrada. Sempre que nos reunimos, participamos do mesmo sacrifício que Jesus nos mandou celebrar desde sua última ceia, em memória dEle e com a sua presença eucarística. Quando estiveres fraco, sem rumo, sem resposta, sem sentido, vá à Santa Missa. E encontre o sentido único desta imensa religião!