Paz e fogo, diletos leitores! Louvado seja o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre...
Dentre os maiores questionamentos da minha vida, passava em minha mente a dúvida acerca do melhor caminho a ser seguido. Acredito que essa é a dúvida que traspassa o psicológico de todos os jovens, a incerteza sobre o futuro (pessoal, profissional, afetivo, econômico e social). Durante a maior parte da vida, acreditei que tudo é como deveria ser e, a mim, competia (tão somente) ser expectador desta ciranda mundial a minha volta.
Muitas decisões foram em minha vida foram tomadas sem escolha, ou seja, por adesão (Imagine em sua vida situações em que você simplesmente aceitou algo), seja por amigos, pela mídia ou pela minha burrice (dureza). Me recordo muito de algo que Pe. Fábio de Melo sempre diz: "Eu não era dono de mim!". Talvez, nos caminhos tortuosos por onde andei não tive oportunidade nem exemplo do que é SER DIFERENTE.
Com minha dureza e orgulho, eu tinha/tenho dificuldade ou vergonha de reconhecer meu erro. Dificuldade de reconhecer minhas faltas, não apenas no sentido religioso, mas em todos os sentidos percebo essa dificuldade. Note que falo isso não apenas por mim, mas por nós (humanos) que temos vergonha de assumir nossos erros, temos VERGONHA de chegar diante de outrem e dizer: "EU ERREI!". Acompanho alguns crimes em salas de audiência e, por óbvio, não passa de 10 % o número de criminosos que assume o crime, ainda que tudo indique a seu desfavor, eles insistem em dizer: "NÃO FUI EU" (negando a autoria); ou mesmo se averbando inocentes ou que cometeram os fatos por motivos X ou Y.
Desta comparação simples, comecei a perceber que é algo intrínseco a natureza humana, esconder em si as faltas por medo, vergonha (sei lá!); mas é mais difícil assumir o erro que justificá-lo. Entenda que, com essa noção, pretendo chegar a uma conclusão ainda maior.
Averigue, então, nossa dificuldade de reconhecer perante nossos PAIS, nossos erros, em detrimento das ações deles? - Nossa. É quase impossível nós dizermos que erramos, no máximo fazemos silêncio e saímos com raiva (TÔ MENTINDO?).
Se na relação horizontal (homem-homem) temos dificuldade de reconhecer erros, faltas, transgressões, crimes, AVALIE nas relações VERTICAIS (homem-Ser Superior). Pois bem, eu percebi o quanto tinha me tornado árido, seco e AUTO SUFICIENTE. Consegui averiguar que, dentro de mim, existe essa tendência que nunca me ajuda a dizer: "Tu és Grande, és maior que eu! Eu reconheço que aos teus olhos fiz o que é mau!"
Tal conclusão fora obtida através do Sacramento da Confissão (estudo e prática), e, partir dela, senti-me disposto a compartilhar essa descoberta, a fim de que outros percebam que tais coisas são normais, contudo não devem permanecer em nós! Uma coisa é errar, outra bem pior é perceber o erro e permanecer nele!
Abraço Fraterno. Elvis Barbosa!
Abraço Fraterno. Elvis Barbosa!

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